terça-feira, 31 de maio de 2011

A Novata

Sandrinha nunca esqueceu o seu primeiro dia na redação. Os olhares que

recebeu quando se encaminhou para a mesa do editor. De curiosidade. De
superioridade. Ou apenas de indiferença. Do editor não recebeu olhar algum.
- Quem é você? - ele perguntou, sem levantar a cabeça. Sandrinha se
identificou.
- Ah, a novata - disse ele. - Você deve ser das boas. Recém formada e já
botaram a trabalhar comigo. Você sabe o que a espera?
- Bem, eu...
- Esqueça tudo o que aprendeu na escola. Isto aqui é a linha de frente do
jornalismo moderno. Aqui você tem que ter coragem. Garra. Instinto. Você
acha que tem tudo isso?
- Acho que sim.
Ele a olhou pela primeira vez. Seu sorriso era cruel.
- É o que veremos - disse. - já vi muita gente quebrar a cara aqui. Desistir e
pedir transferência para a crônica policial. É preciso ter estômago. Você tem
estômago?
- Tenho. Ele gritou:
- Dalva!
Uma mulher aproximou-se da mesa. Tinha a cara de quem já viu tudo na vida
e gostou de muito pouco. O editor perguntou:
- Você já pegou o Rudi?
- Estou indo agora.
- Leve ela.
Dalva olhou para Sandra como se tivesse acabado de tira-la do nariz. Voltou
a olhar para o editor.
- Não sei, chefe. O Rudi...
- Quero ver do que ela é feita.
- Está bem.
Antes de saírem, Dalva perguntou para Sandra:
- Que equipamento você usa?
Sandra mostrou o que tinha dentro da bolsa. Dalva mostrou
o seu.
- Certo. Vamos sincronizar gravadores. Testando. Um, dois, três...
As duas aproximaram-se da porta do apartamento de Rudi. Antes de bater na
porta, a veterana avisou:
- Chegue para trás.
De dentro do apartamento veio uma voz assustada.
- Quem é?
- Abra!
A porta entreabriu-se. Rudi espiou para fora. Dalva empurrou a porta ao
mesmo tempo que tirava o gravador da bolsa. Sandra a seguiu para dentro do
apartamento. Rudi
recuou.
- Isto é invasão de privacidade! - gritou.
- Quieto! Prepare-se para falar, Rudi. E lembre-se: tudo que você disser pode
ser usado na edição de domingo.
- Não vou dizer nada.
Dalva forçou-o a sentar. O gravador já estava a milímetros da sua boca.
- Ah, vai - disse Dalva. - Vai dizer tudo. Loção de barba!
- Ahn... "Animal", de Givenchy!
- Cuecas justas ou tipo short?
- Justas.
- De que loja?
- Não tenho uma loja favorita.
- Pense melhor, Rudi.
- Está bem. A "Papoulas".
- Sua cor favorita.
- Verde. Não! Azul!
- Vamos, Rudi. É verde ou é azul?
- Azul, azul!
- Quem você levaria para uma ilha deserta?
- Não sei. Me deixem pensar.
- "Pensar'", Rudi? "Pensar"?! Você acha que está respondendo para o
suplemento cultural? Vamos, quem você levaria para uma ilha deserta?
Dalva registrou com surpresa que Sandrinha é que fizera a pergunta
Rudi respondeu.
- A minha mãe. Não. A Malu Mader.
- Qual delas?
- Não pode ser as duas?
- Você sabe que não, Rudi. Estamos perdendo tempo. Quem? - A Malu
Mader.
- Pasta de dente.
- Crest.
- Seu livro de cabeceira.
- Kalil Gibran.
- Maior emoção.
- Foi, foi... Quando minha cadela "Tutsi" teve filhotinhos.
- Prato preferido?
- Não sei. Não sei!
- Sabe sim.
- Picadinho de carne com ovo.
- Sua filosofia.
- Viver e deixar viver.
- Se você não fosse você, quem gostaria de ser?
- 0... o...
- Estamos esperando!
- O Gerald Thomas ou o padre Marcelo Rossi!
- Qual dos dois?
- Fale!
Agora Sandrinha também tinha seu microfone perto da boca de Rudi.
- O padre Marcelo Rossi!
Rudi começou a soluçar. Ás duas se olharam. Dalva permitiu-se um sorriso.
- Você é boa, novata. Acho que vai se dar bem neste trabalho...
- Obrigada.
Mas Sandra não tinha terminado.
- Não pense que acabou ainda, Rudi. Sabonete!



- Nome da peça: A Novata
- Nome do Grupo: LJR
- Nome dos Alunos e personagens: Lúbia (Sandrinha),Rafaela (Editor), Juliana (Dalva)
-Tema: Primeiro dia em uma redação de jornal
- Fala dos personagens: informal

- Foto:

Pode Acontecer

Pode Acontecer

Pode acontecer o seguinte. As revelações sobre o envolvimento de figuras do
governo passado em crimes e escândalos chegam a ponto crítico. Civis e
militares de graduação inimaginável vêem-se na iminência não de ir para a
cadeia, o que contraria os hábitos brasileiros, mas de serem expostos como
corruptos, torturadores, etc. O que, sei lá, seria chato. Os protestos contra
"revanchismo" não adiantam. É preciso agir para deter a torrente de
denúncias que ameaça destruir, na sua fúria persecutória, tudo o que o regime
passado deixou de bom. Como, por exemplo, o, a... hm. Bem, é preciso agir.
O golpe é decidido num telefonema no meio da noite. Falam em código.
- Alô, Mão em Cumbuca? Boca na Botija.
- Fala, Boca.
- Tudo certo para amanhã?
- Tudo
- Tem certeza?
-Tenho. Houve resistência, mas o argumento de que até o Antônio Carlos
está nas mãos dos comunistas foi decisivo. A maioria aderiu.
- Quer dizer que...
- Lá vamos nós outra vez.
- Será que não há mesmo outro jeito?
Bem, se você quer ver nos jornais a história de como você roubava material
do seu gabinete para vender...
- Ssssh!
- Nunca entendi. Você não se contentava com seu salário de 5 mil reais
- Sssshh!
- Tinha que vender os clipes de papel?!
- E você? E você?
- O que que tem eu?
- o cabaré no porão do Juvenal
- Ssshhh!
- Bom, agora não adianta ficar lamentando. O importante é que ninguém
descubra. Como está no plano?
- Não pode falhar. Cercaremos o Congresso. Os congressistas se renderão.
Usando os congressistas como reféns, exigiremos a capitulação do governo e
das forças Juvenal akele credino.
- Uma vez no poder, censuraremos a imprensa. De novo.
- Exato.
-Boa sorte, Mão!
- Certo, Boca.
  No dia seguinte.
- Alô, Mão em Cumbuca?
- Não tem ninguém aqui com esse codinome.
- Já vi que não deu certo seu plano de fuga.
- É.
-O que houve?
- Atacamos o Congresso. Fomos direto ao cerne da democracia. Cercamos o
prédio. Entramos para render os congressistas.
- E?
- E não encontramos ninguém!
-
O que?!
- Bom, para não dizer que não tinha ninguém, tinha uma taquígrafa.
Pensamos em usá-la como refém mas acabamos desistindo.
- Assim não dá!
- É. É impossível golpear as instituições se elas não estão onde deviam estar!
- O que vamos fazer agora, Mão?
- Eu se fosse você dava o fora do país, Boca.
- E de onde você pensa que eu estou falando, Mão?





Informações




Nome do grupo: Boys

Nome da peça: Pode Acontecer

Alunos: John Cleber, Anderson dinucci e wendel soares

Personagens: John cleber (Editor) Anderson dinucci ( mão na cumbuca) Wendel Soares (boca na butija)




Tema: Dois homens falando sobre um plano contra o congresso
 
Ambiente: Quartos escuros com telefones
 
Tempo: Noite

Fala dos personagens:Informal


Situação social: Sobre um plano contra o congresso


Tipo de narrador: foco narrativo em 1° Pessoa

Autor: Luíz Fernando Verissímo

Foto.








 



segunda-feira, 30 de maio de 2011

A Foto
Foi numa festa de família, dessas de fim de ano. Já que o bisavô estava morre
não morre, decidiram tirar uma fotografia de toda a família reunida, talvez
pela última vez. A bisa e o bisa sentados, filhos, filhas, noras, genros e netos
em volta, bisnetos na frente, esparramados pelo chão. Castelo, o dono da
câmara, comandou a pose, depois tirou o olho do visor e ofereceu a câmara a
quem ia tirar a fotografia. Mas quem ia tirar a fotografia?
- Tira você mesmo, ué.
- Ah, é? E eu não saio na foto?
O Castelo era o genro mais velho. O primeiro genro. O que sustentava os
velhos. Tinha que estar na fotografia.
- Tiro eu - disse o marido da Bitinha. - Você fica aqui - comandou a Bitinha.
Havia uma certa resistência ao marido da Bitinha na família. A Bitinha,
orgulhosa, insistia para que o marido reagisse. "Não deixa eles te
humilharem, Mário Cesar", dizia sempre. O Mário Cesar ficou firme onde
estava, do lado da mulher. A própria Bitinha fez a sugestão maldosa:
- Acho que quem deve tirar é o Dudu...
O Dudu era o filho mais novo de Andradina, uma das noras, casada com o
Luiz Olavo. Havia a suspeita, nunca claramente anunciada, de que não fosse
filho do Luiz Olavo.
O Dudu se prontificou a tirar a fotografia, mas a Andradina segurou o filho.
- Só faltava essa, o Dudu não sair. E agora?
- Pô, Castelo. Você disse que essa câmara só faltava falar. E não tem nem
timer!
O Castelo impávido. Tinham ciúmes dele. Porque ele tinha um Santana do
ano. Porque comprara a câmara num duty free da Europa. Aliás, o apelido
dele entre os outros era "Dutifri", mas ele não sabia.
- Revezamento - sugeriu alguém. - Cada genro bate uma foto em que ele não
aparece, e...
A idéia foi sepultada em protestos. Tinha que ser toda a família reunida em
volta da bisa. Foi quando o próprio bisa se ergueu, caminhou decididamente
até o Castelo e arrancou a câmara da sua mão. - Dá aqui.
- Mas seu Domício... - Vai pra lá e fica quieto.
- Papai, o senhor tem que sair na foto. Senão não tem sentido! - Eu fico
implícito - disse o velho, já com o olho no visor. E antes que houvesse mais
protestos, acionou a câmara, tirou a foto e foi dormir.

O Ator


 O homem chega em casa, abre a porta e é recebido pela mulher e os dois filhos, alegremente. Distribui beijos entre todos, pergunta o que há para jantar e dirige-se para o seu quarto. Vai tomar um banho, trocar de roupa e preparar-se para algumas horas de sossego na frente da televisão antes de dormir. Quando está abrindo a porta do seu quarto, ouve uma voz que grita:
- Corta!
O homem olha em volta, atônito. Descobre que sua casa não é uma casa, é um cenário. Vem alguém e tira o jornal e a pasta das suas mãos. Uma mulher vem ver se a sua maquiagem está bem e põe um pouco de pó no seu nariz. Aproxima-se um homem com um script na mão dizendo que ele errou uma das falas na hora de beijar as crianças.
- O que é isso? - pergunta o homem. - Quem são vocês? O que estão fazendo dentro da minha casa? Que luzes são essas?
- O que, enlouqueceu? - pergunta o diretor. - Vamos ter que repetir a cena. Eu sei que você está cansado, mas...
- Estou cansado, sim senhor. Quero tomar meu banho e botar meu pijama. Saiam da minha casa. Não sei quem são vocês, mas saiam todos! Saiam! O diretor fica parado de boca aberta. Toda a equipe fica em silêncio, olhando para o ator. Finalmente o diretor levanta a mão e diz:
- Tudo bem, pessoal. Deve ser estafa. Vamos parar um pouquinho e...
- Estafa coisa nenhuma! Estou na minha casa, com a minha... A minha família! O que vocês fizeram com ela? Minha mulher! Os meus filhos! O homem sai correndo entre os fios e os refletores, à procura da família. O diretor e um assistente tentam segurá-lo. E então ouve-se uma voz que grita:
- Corta!
Aproxima-se outro homem com um script na mão descobre que o cenário, na verdade, é um cenário. O homem com um script na mão diz:
- Está bom, mas acho que você precisa ser mais convincente.
- quem é você?
- Como, quem sou eu? Eu sou o diretor. Vamos refazer esta cena. Você tem que transmitir melhor o desespero do personagem. Ele chega em casa e descobre que sua casa não é uma casa, é um cenário. Descobre que está no meio de um filme. Não entende nada.
- Eu não entendo...
- Fica desconcertado. Não sabe se enlouqueceu ou não.
- Eu devo estar louco. Isto não pode estar acontecendo. Onde está minha
mulher? Os meus filhos? A minha casa?
- Assim está melhor. Mas espere até começarmos a rodar. Volte para a sua
marca. Atenção, luzes...
- Mas que marca? Eu não sou personagem nenhum. Eu sou eu! Ninguém me dirige. Eu estou na minha própria casa, dizendo as minhas próprias falas...
- Boa, boa. Você está fugindo um pouco do script, mas está bom.
- Que script? Não tem script nenhum. Eu digo o que quiser. Isto não é um filme. E mais, se é um filme, é uma porcaria de filme. Isto é simbolismo,ultrapassado. Essa de que o mundo é um palco, que tudo foi predeterminado, que não somos mais do que atores... Porcaria!
- Boa, boa. Está convincente. Mas espere começar a filmar. Atenção...
O homem agarra o diretor pela frente da camisa.
- Você não vai filmar nada! Está ouvindo? Nada! Saia da minha casa.
O diretor tenta livrar-se. Os dois rolam pelo chão. Nisto ouvese uma voz que grita:
- Corta!



Informações

Nome da peça(conto): O Ator
Nome dos Alunos e personagens: Ellen (Diretor), Daniel (homem), Valeska (mulher)
Tema:Gravação de um filme

Fala dos personagens: informal
Nome do Grupo: Iluminar

Ambiente: Num cenário para gravação

Tipo de Narrador: Foco narrativo em 3° pessoa, onisciente

Autor: Luís Fernando Veríssimo



Livro: Comédias para se ler na escola



DRAMATIZAÇÃO

O Ator
 Daniel (rubrica/ chega em casa, abre a porta e é recebido pela mulher
, alegremente. Distribui beijos entre ela, pergunta o que há para
jantar e dirige-se para o seu quarto. Vai tomar um banho, trocar de roupa e
preparar-se para algumas horas de sossego na frente da televisão antes de
dormir). Quando está abrindo a porta do seu quarto, ouve uma voz que grita:
- Corta!
Daniel (olha em volta, atônito. Descobre que sua casa não é uma casa, é
um cenário). Vem alguém(Valeska) e tira o jornal e a pasta das suas mãos. Ellen
vem ver se a sua maquiagem está bem e põe um pouco de pó no seu nariz.
Aproxima-se Valeska com um script na mão dizendo que ele errou uma
das falas na hora de beijar a mulher.
- O que é isso? - pergunta  Daniel. - Quem são vocês? O que estão fazendo
dentro da minha casa? Que luzes são essas?
- O que, enlouqueceu? - pergunta Valeska. - Vamos ter que repetir a cena.
Eu sei que você está cansado, mas...
- Estou cansado, sim senhora. Quero tomar meu banho e botar meu pijama.
Saiam da minha casa. Não sei quem são vocês, mas saiam todos! Saiam!
O diretor fica parado de boca aberta. Toda a equipe fica em silêncio, olhando
para Daniel. Finalmente a diretora Valeska levanta a mão e diz:
- Tudo bem, pessoal. Deve ser estafa. Vamos parar um pouquinho e...
- Estafa coisa nenhuma! Estou na minha casa, com a minha... A minha
esposa! O que vocês fizeram com ela? Minha mulher!
Daniel sai correndo entre os fios e os refletores, à procura da mulher.A
Diretora Valeska tenta segurá-lo. E então ouve-se uma voz que grita:
- Corta!
Aproxima-se outra mulher(Ellen) com um script na mão descobre que o cenário, na
verdade, é um cenário. A mulher(Ellen) com um script na mão diz:
- Está bom, mas acho que você precisa ser mais convincente.
- quem é você?
- Como, quem sou eu? Eu sou a diretora(Ellen). Vamos refazer esta cena. Você tem
que transmitir melhor o desespero do personagem. Ele chega em casa e
descobre que sua casa não é uma casa, é um cenário. Descobre que está no
meio de um filme. Não entende nada.
- Eu não entendo...
- Fica desconcertado. Não sabe se enlouqueceu ou não.
- Eu devo estar louco. Isto não pode estar acontecendo. Onde está minha
mulher? A minha casa?
- Assim está melhor. Mas espere até começarmos a rodar. Volte para a sua
marca. Atenção, luzes...
- Mas que marca? Eu não sou personagem nenhum. Eu sou eu! Ninguém me
dirige. Eu estou na minha própria casa, dizendo as minhas próprias falas...
- Boa, boa. Você está fugindo um pouco do script, mas está bom.
- Que script? Não tem script nenhum. Eu digo o que quiser. Isto não é um
filme. E mais, se é um filme,
é uma porcaria de filme. Isto é simbolismo,ultrapassado. Essa de que o
mundo é um palco, que tudo foi predeterminado, que não somos mais do que
atores... Porcaria!
- Boa, boa. Está convincente. Mas espere começar a filmar. Atenção...
Daniel agarra a diretora(Ellen) pela frente da camisa.
- Você não vai filmar nada! Está ouvindo? Nada! Saia da minha casa.
A diretora (Ellen) tenta livrar-se. Os dois rolam pelo chão. Nisto ouve-se uma voz que
grita:
- Corta!
Fim

ROTEIRO DA PEÇA!

Daniel: Chega em casa e cumprimenta sua mulher (Ellen).
Valeska: Você errou uma das falas na hora de falar com sua mulher.
Daniel: O que é isso? Quem são vocês? O que estão fazendo? Que luzes são essas?
Valeska: O que, enlouqueceu? Vamos ter que repetir a cena. Eu sei que você está cansado, mas...
Daniel: Estou cansado sim senhora. Quero tomar meu banho e botar meu pijama. Saiam da minha casa. Não sei quem são vocês, mas saiam todos! Saiam!
Valeska: Tudo bem. Deve ser cansaço. Vamos parar um pouquinho e ...
Daniel: Cansaço coisa nenhuma. Estou na minha casa, com a minha... A minha esposa! O que vocÊs fizera com ela? Minha mulher!
Valeska segura Daniel que sai a procura de sua mulher... e ouve uma voz que grita:
- Corta!
Ellen se aproxima com um script na mão e diz:
- Está bom, mas acho que você precisa ser mais convincente.
Daniel: Quem é você?
Ellen: Como quem sou eu? Eu sou a diretora. Vamos refazer esta cena. Você tem que transmitir melhor o desespero.
Daniel: Eu devo estar louco. Isto não pode estar acontecendo. Onde está minha mulher? A minha casa?
Ellen: Assim está melhor. Mas espere até começarmos a rodar. volte para sua marca. Atenção, luzes...
Daniel: Mas que marca? Eu não sou personagem nenhum. Eu sou eu! Ninguém me dirige.Eu estou na minha própria casa, dizendo as minhas próprias falas..
Ellen: Boa, boa. Você está fugindo um pouco do script, mas está bom.
Daniel: Que script? Não tem nenhum script. Eu digo o que quizer. Isto não é um filme. E mais, se é um filme, é uma porcaria de filme. Isto é simbolismo, ultrapassado. Essa que o mundo é um palco, que tudo foi predeterminado, que não somos mais que atores...Porcaria!
Ellen: Boa, boa. Está convincente, mas espere até eu começar a gravar! Atenção...
Daniel agarra Ellen pela blusa e diz:
- Você não vai filmar nada! Está ouvindo? Nada! Saia da minha casa.
Ellen tenta se livrar...
Nisto ouve-se uma voz que grita:
- Corta!!

Fim!

REUNIÃO E ENSAIO DO GRUPO



Lendo o roteiro!!



Discutindo as falas dos personagens!!



Enasiando as falas!




Parte final:  Ensaiando a peça!

APRESENTAÇÃO DA PEÇA

RELATÓRIO FINAL
Nossa apresentação foi um sucesso;
Conseguimos cumprir com todas as partes passadas pela  professora;
Na hora da apresentação da peça teatral estávamos nervosos, mas conseguimos superar;
Tiramos 4,0(nota máxima) em nossa apresentação;
Gostamos muito e foi uma grande experiência para nosso grupo.