terça-feira, 7 de junho de 2011

Pode Acontecer part 2º

                    Pode Acontecer




             
(Editor/John)Pode acontecer o seguinte. As revelações sobre o envolvimento de figuras do
governo passado em crimes e escândalos chegam a ponto crítico. Civis e
militares de graduação inimaginável vêem-se na iminência não de ir para a
cadeia, o que contraria os hábitos brasileiros, mas de serem expostos como
corruptos, torturadores, etc. O que, sei lá, seria chato. Os protestos contra
"revanchismo" não adiantam. É preciso agir para deter a torrente de
denúncias que ameaça destruir, na sua fúria persecutória, tudo o que o regime
passado deixou de bom. Como, por exemplo, o, a... hm. Bem, é preciso agir.
O golpe é decidido num telefonema no meio da noite. Falam em código.
-
(Mão na butija/Wendel)Alô, Mão em Cumbuca? Boca na Botija.
-
(Mão na cumbuca/Anderson)Fala, Boca.
- (Mão na cumbuca/Anderson)Tudo certo para amanhã?
-
(Mão na butija/Wendel)Tudo
-
(Mão na cumbuca/Anderson)Tem certeza?
-
(Mão na butija/Wendel)Tenho. (John)Houve resistência, mas o argumento de que até o Antônio Carlos(Editor/John)está nas mãos dos comunistas foi decisivo. A maioria aderiu.
-
(Mão na cumbuca/Anderson)Quer dizer que...
-
(Mão na cumbuca/Anderson)Lá vamos nós outra vez.
-
(Mão na butija/Wendel)Será que não há mesmo outro jeito?(Mão na cumbuca/Anderson)Bem, se você quer ver nos jornais a história de como você roubava material
do seu gabinete para vender...
-
(Mão na cumbuca/Anderson)Ssssh!
-
(Mão na butija/Wendel)Nunca entendi. Você não se contentava com seu salário de 5 mil reais
-
(Mão na cumbuca/Anderson)Sssshh!
-
(Mão na butija/Wendel)Tinha que vender os clipes de papel?!
-
(Mão na cumbuca/Anderson)E você? E você?
-
(Mão na butija/Wendel)O que que tem eu?
-
(Mão na butija/Wendel)o cabaré no porão do Juvenal
-
(Mão na butija/Wendel)Ssshhh!
-
(Mão na cumbuca/Anderson)Bom, agora não adianta ficar lamentando. O importante é que ninguém
descubra. Como está no plano?
-
(Mão na cumbuca/Anderson)Não pode falhar. Cercaremos o Congresso. Os congressistas se renderão.
Usando os congressistas como reféns, exigiremos a capitulação do governo e
das forças Juvenal akele credino.
-
(Mão na butija/Wendel)Uma vez no poder, censuraremos a imprensa. De novo.
-
(Mão na cumbuca/Anderson)Exato.
-
(Mão na butija/Wendel)Boa sorte, Mão!
-
(Mão na cumbuca/Anderson)Certo, Boca.
 
(Editor/John)No dia seguinte.
-
(Mão na butija/Wendel)Alô, Mão em Cumbuca?
- Não tem ninguém aqui com esse codinome.
- Já vi que não deu certo seu plano de fuga.
-
(Mão na cumbuca/Anderson)É.
-
(Mão na cumbuca/Anderson)O que houve?
-
(Mão na butija/Wendel)tacamos o Congresso. Fomos direto ao cerne da democracia. Cercamos o
prédio. Entramos para render os congressistas.
-
(Mão na cumbuca/Anderson) E?
-
(Mão na butija/Wendel)E não encontramos ninguém!
-
(Mão na cumbuca/Anderson) O que?!
-
(Mão na butija/Wendel)Bom, para não dizer que não tinha  ninguém, tinha uma taquígrafa.
Pensamos em usá-la como refém mas acabamos desistindo.
-
(Mão na cumbuca/Anderson)Assim não dá!
-
(Mão na butija/Wendel)É. É impossível golpear as instituições se elas não estão onde deviam estar!
-
(Mão na butija/Wendel)O que vamos fazer agora, Mão?
-
(Mão na cumbuca/Anderson)Eu se fosse você dava o fora do país, Boca.
-
(Mão na butija/Wendel)E de onde você pensa que eu estou falando, Mão?
                    
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                         Roteiro.
(Wendel/Mão na butija) liga o telefone e liga para para (Anderson/Mão na cumbuca).
(Anderson/Mão na cumbuca) Atende e fala sobre o plano contra o congresso.
(Wendel/Mão na butija)  e ele fala exato estou trabalhando com isso.
(Anderson/Mão na cumbuca) tem certeza.
(Wendel/Mão na butija) sim cercaremos o congresso e ele se renderam.
(Anderson/Mão na cumbuca) ok ate Mão na butija
(Wendel/Mão na butija) ate Mão na cumbuca..

                           No dia seguinte

 (Wendel/Mão na butija)   liga o telefone dinovo falando so bre o plano que não deu certo..
(Anderson/Mão na cumbuca) Atende e fala que seria impossível o que aconteceu.
(Wendel/Mão na butija) fala que não os congressistas não e estava La no congresso.
(Anderson/Mão na cumbuca) fala se eu fosse vc dava o fora do pais.
(Wendel/Mão na butija) fala e de onde vc pensa que eu esto falando agora mão na cumbuca.
                                Fim..
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        Foto do grupo Decorando as Falas.

                  

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                            Texto Original..
Pode acontecer o seguinte. As revelações sobre o envolvimento de figuras do
governo passado em crimes e escândalos chegam a ponto crítico. Civis e
militares de graduação inimaginável vêem-se na iminência não de ir para a
cadeia, o que contraria os hábitos brasileiros, mas de serem expostos como
corruptos, torturadores, etc. O que, sei lá, seria chato. Os protestos contra
"revanchismo" não adiantam. É preciso agir para deter a torrente de
denúncias que ameaça destruir, na sua fúria persecutória, tudo o que o regime
passado deixou de bom. Como, por exemplo, o, a... hm. Bem, é preciso agir.
O golpe é decidido num telefonema no meio da noite. Falam em código.
- Alô, Mão em Cumbuca? Boca na Botija.
- Fala, Boca.
- Tudo certo para amanhã?
- Tudo
- Tem certeza?
- Tenho. Houve resistência, mas o argumento de que até o Antônio Carlos
está nas mãos dos comunistas foi decisivo. A maioria aderiu.
- Quer dizer que...
- Lá vamos nós outra vez.
- Será que não há mesmo outro jeito?
- Bem, se você quer ver nos jornais a história de como você roubava material
do seu gabinete para vender...
- Ssssh!
- Nunca entendi. Você não se contentava com seu salário de...
- Sssshh!
- Tinha que vender os clipes de papel?!
- E você? E você?
- O que que tem eu?
- E o cabaré no porão do
- Ssshhh!
- Bom, agora não adianta ficar lamentando. O importante é que ninguém
descubra. Como está o plano?
- Não pode falhar. Cercaremos o Congresso. Os congressistas se renderão.
Usando os congressistas como reféns, exigiremos a capitulação do governo e
das forças leais a Sarney.
- Uma vez no poder, censuraremos a imprensa. De novo.
- Exato.
- Boa sorte, Mão!
- Certo, Boca.
No dia seguinte.
- Alô, Mão em Cumbuca?
- Não tem ninguém aqui com esse codinome.
- Já vi que não deu certo...
- É.
- O que houve?
- Atacamos o Congresso. Fomos direto ao cerne da democracia. Cercamos o
prédio. Entramos para render os congressistas.
- E?
- E não encontramos ninguém!
- O quê?!
- Bom, para não dizer que não tinha ninguém, tinha uma taquígrafa.
Pensamos em usá-la como refém mas acabamos desistindo.
- Assim não dá!
- É. É impossível golpear as instituições se elas não estão onde deviam estar!
- O que vamos fazer agora, Mão?
- Eu se fosse você dava o fora do país, Boca.
- E de onde você pensa que eu estou falando, Mão?

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                        Relatório Final
Com esse trabalho aprendemos o como e bom fazer um teatro aonde os alunos que fazem parte desse grupo teatral possa ver o nosso trabalho. com esforço conseguimos alcançar o que foi pedido pela professora em nosso blog. Nosso grupo chegamos a conclusão que nesse trabalho feito no blog na escola e na parte da apresentação foi muito interessante porque nos dedicamos e focamos nesse trabalho para que nos saísse bem e tirar a nota máxima.Achamos muito interessante o trabalho que venha repetir mais e mais vezes quando puder.

Nome do grupo: John Cleber, Anderson Dinuci e Wendel Soares.
Dramatização - O Recital


Entram 2 músicos. Eles se sentam em suas cadeiras.
César/Professor de violão: - Hoje é a sua primeira aula de violão, portanto preste bastante atenção e qualquer dúvida, me pergunte!
Felipe/Aluno de violão: - Certo, professor!
César/Professor de violão: - Começaremos pelos nomes das partes do violão, este aqui é o...
Entra o professor de flauta com seu instrumento.
Jefferson/Professor de flauta: - Bom dia pessoal, essa é a nossa primeira aula de flauta, o meu nome é...
César/Professor de violão: - Dá licença, acho que você entrou na sala errada, esta aqui é a aula de violão!
Jefferson/Professor de flauta: - Você é professor de violão?
César/Professor de violão: - Sou sim!
Jefferson/Professor de flauta: - Que legal, eu vou dar aula pra um professor de violão! Vai ser um prazer te dar aula! Mãos a obra então, eu vou começar explicando...
César/Professor de violão: - Eu já estou ficando nervoso, faça-me um favor senhor, retire-se daqui!
Jefferson/Professor de flauta: - Mas eu nem comecei a aula! Esses alunos de hoje estão ficando cada vez mais abusados, querem colocar o próprio professor pra fora da sala!
César/Professor de violão: - Você não é o professor!
Jefferson/Professor de flauta: - Sou sim, olha, tenho até o meu certificado!
Felipe/Aluno de violão: - Olha aqui, eu estou pagando por essas aulas, não dá pra ficar escutando discussão!
Jefferson/Professor de flauta: - Tem razão! Vamos começar a aula. Tocar flauta é uma arte que exige fôlego e concentração. Permita-me demonstrar.
O professor de flauta toca seu instrumento e sai um som horrível. Ele arranca o bigode do professor de violão e começa a usá-lo para limpar o interior da flauta.
César/Professor de violão: - Isso já é demais, agora você passou dos limites...
Os dois professores começam a discutir.
Felipe/Aluno de violão: - Professor, que notas musicais podemos tocar na flauta?
Jefferson/Professor de flauta: - Boa pergunta, vou lhe mostrar.
César/Professor de violão: - Mas eu sou seu professor, você deve perguntar para mim!
Felipe/Aluno de violão: - Não, mas é que eu gostei da explicação dele...
Jefferson/Professor de flauta: - Viu! Ele quer aprender! Apresente-se no seu lugar e preste atenção!
O professor sopra a flauta e acaba engolindo o bigode que estava dentro da flauta e que ele esqueceu de tirar. O professor de flauta fica engasgado. O professor de violão leva-o para fora do cenário. Segundos depois ele retorna ao cenário.
César/Professor de violão: - Pronto. Agora podemos dar sequência à nossa aula. Eu parei nas partes do violão, esse aqui é o ...
Jefferson/Professor de flauta: - Com licença, foi daqui que chamaram um professor de gaita?
Fim!

Informação do Contexto
Nosso texto Dramatizado foi bastante adaptado, pois nós não tínhamos todos os recursos necessários. Por exemplo, nós adaptamos os instrumentos para violão, flauta e gaita, que era violino, clarineta, etc... . Adaptamos também para uma aula de violão, que por acaso outros professores de flauta e de gaita se confundem e entram na sala errada. O texto tem sentido de comédia, que quando for apresentado vocês irão ver com muito humor.
Personagens:
Professor de violão -> César
Aluno de violão -> Felipe
Professor de flauta -> Jefferson
Professor de gaita -> Jefferson

Texto:

O Recital
                                                                        
Luis Fernando Verissimo


Uma boa maneira de começar um conto é imaginar uma situação rigidamente formal — digamos, um recital de quarteto de cordas — e depois começar a desfiá-la, como um pulôver velho. Então vejamos. Um recital de quarteto de cordas.


O quarteto entra no palco sob educados aplausos da seleta platéia. São três homens e uma mulher.  A mulher, que é jovem e bonita, toca viola. Veste um longo vestido preto. Os três homens estão de fraque.  Tomam os seus lugares atrás das partituras. Da esquerda para a direita: um violino, outro violino, a viola e o violoncelo. Deixa ver se não esqueci nenhum detalhe. O violoncelista tem um grande bigode ruivo. Isto pode se revelar importante mais tarde, no conto. Ou não. 


Os quatro afinam seus instrumentos. Depois, silêncio. Aquela expectativa nervosa que precede o início de qualquer concerto. As últimas tossidas da platéia. O primeiro violinista consulta seus pares com um olhar discreto. Estão todos prontos, o violinista coloca o instrumento sob o queixo e posiciona seu arco. Vai começar o recital. Nisso...


Nisso, o quê? Qual a coisa mais insólita que pode acontecer num recital de um quarteto de cordas? Passar uma manada de zebus pelo palco, por trás deles? Não. Uma manada de zebus passa, parte da platéia pula das suas poltronas e procura as saídas em pânico, outra parte fica paralisada e perplexa, mas depois tudo volta ao normal. O quarteto, que manteve-se firme em seu lugar até o último zebu — são profissionais e, mesmo, aquilo não pode estar acontecendo — começa a tocar. Nenhuma explicação é pedida ou oferecida. Segue o Mozart.


Não. É preciso instalar-se no acontecimento, como a semente da confusão, uma pequena incongruência.  Algo que crie apenas um mal-estar, de início e chegue lentamente, em etapas sucessivas, ao caos. Um morcego que posa na cabeça do segundo violinista durante um pizzicato. Não. Melhor ainda. Entra no palco um homem carregando uma tuba.


Há um murmúrio na platéia. O que é aquilo? O homem entra, com sua tuba, dos bastidores. Posta-se ao lado do violoncelista. O primeiro violinista, retesado como um mergulhador que subitamente descobriu que não tem água na piscina, olha para a tuba entre fascinado e horrorizado. O que é aquilo? Depois de alguns instantes em que a tensão no ar é como a corda de um violino esticada ao máximo, o primeiro violinista fala:


— Por favor...


— O quê? — diz o homem da tuba, já na defensiva. — Vai dizer que eu não posso ficar aqui?


— O que o senhor quer?


— Quero tocar, ora. Podem começar que eu acompanho.


Alguns risos na platéia. Ruídos de impaciência. Ninguém nota que o violoncelista olhou para trás e quando deu com o tocador de tuba virou o rosto em seguida, como se quisesse se esconder. O primeiro violinista continua:


— Retire-se, por favor.


— Por quê? Quero tocar também.


O primeiro violinista olha nervosamente para a platéia. Nunca em toda a sua carreira como líder do quarteto teve que enfrentar algo parecido. Uma vez um mosquito entrou na sua narina durante uma passagem de Vivaldi.   Mas nunca uma tuba.


— Por favor. Isto é um recital para quarteto de cordas. Vamos tocar Mozart.  Não tem nenhuma parte para a tuba.


— Eu improviso alguma coisa. Vocês começam e eu faço o um-pá-pá.


Mais risos na platéia. Expressões de escândalo. De onde surgiu aquele homem com uma tuba? Ele nem está de fraque. Segundo algumas versões veste uma camisa do Vasco. Usa chinelos de dedo. A violista sente-se mal.   O violinista ameaça chamar alguém dos bastidores para retirar o tocador de tuba a força. Mas ele aproxima o bocal do seu instrumento dos lábios e ameaça:


— Se alguém se aproximar de mim eu toco pof!


A perspectiva de se ouvir um pof naquele recinto paralisa a todos.


— Está bem — diz o primeiro violinista. — Vamos conversar.  Você, obviamente, entrou no lugar errado.   Isto é um recital de cordas. Estamos nos preparando para tocar Mozart. Mozart não tem um-pá-pá.


— Mozart não sabe o que está perdendo — diz o tocador de tuba, rindo para a platéia e tentando conquistar a sua simpatia.


Não consegue. O ambiente é hostil. O tocador de tuba muda de tom. Torna-se ameaçador:


—  Está bem, seus elitistas. Acabou. Onde é que vocês pensam que estão, no século XVIII? Já houve 17 revoluções populares depois de Mozart. Vou confiscar estas partituras em nome do povo. Vocês todos serão interrogados. Um a um, pá-pá.


Torna-se suplicante:


— Por favor, só o que eu quero é tocar um pouco também. Eu sou humilde. Não pude estudar instrumento de cordas. Eu mesmo fiz esta tuba, de um Volkswagen velho. Deixa...


Num tom sedutor, para a violista:


— Eu represento os seus sonhos secretos. Sou um produto da sua imaginação lúbrica, confessa. Durante o Mozart, neste quarteto anti-séptico, é em mim que você pensa. Na minha barriga e na minha tuba fálica. Você quer ser violada por mim num alegro assai, confessa...


Finalmente, desafiador, para o violoncelista:


— Esse bigode ruivo. Estou reconhecendo. É o mesmo bigode que eu usava em 1968. Devolve!


O tocador de tuba e o violoncelista atracam-se. Os outros membros do quarteto entram na briga. A platéia agora grita e pula. É o caos! Simbolizando, talvez, a falência final de todo o sistema de valores que teve início com o iluminismo europeu ou o triunfo do instinto sobre a razão ou ainda, uma pane mental do autor. Sobre o palco, um dos resultados da briga é que agora quem está com o bigode ruivo é a violista. Vendo-a assim, o tocador de tuba pára de morder a perna do segundo violinista, abre os braços e grita: "Mamãe!"


Nisso, entra no palco uma manada de zebus.


Informações do Grupo 
Nome do Grupo: Recital Mania
Alunos: César, Jefferson Gabriel e Felipe.
Tema: Um Recital de Quarteto de Cordas
Fala dos personagens: formal
Tipo de Narrador: Narrador onisciente 
Ambiente: Concerto em um palco de Teatro
Autor: Luiz Fernando Verissimo





segunda-feira, 6 de junho de 2011



A novata

Sandra/Lúbia:  Nossa! Não acredito hoje é o meu primeiro dia na redação, será como vai ser lá? Será que as pessoas vão gosta de mim? ...Espero que sim!
(Lúbia Chega na recepção)
Dalva/Juliana: O que deseja?
Sandra/Lúbia:  Eu vim para uma entrevista de emprego com a Editora Simone.
Dalva/Juliana: Ok, só aguarda um pouquinho! (Dalva/Juliana pega o telefone). Editora já chegou a menina que vai fazer a entrevista, posso mandar entra?
Editora/Rafaela: Pode sim..
Sandra/Lúbia: (entra na sala da Editora) Bom Dia!
Editora/Rafaela: Quem é você? – ela perguntou sem levantar a cabeça.
Sandra/Lúbia: Ah, a novata
Editora/Rafaela: Você deve ser das boas. Recém formada e já
botaram a trabalhar comigo. Você sabe o que a espera?

Sandra/Lúbia: Bem, eu...
Editora/Rafaela:  Esqueça tudo o que aprendeu na escola. Isto aqui é a linha de frente do
jornalismo moderno. Aqui você tem que ter coragem. Garra. Instinto. Você

acha que tem tudo isso?
Sandra/Lúbia: Acho que sim.
Editora/Rafaela:: (Ela a olhou pela primeira vez. Seu sorriso era cruel)
 É o que veremos - disse. - já vi muita gente quebrar a cara aqui. Desistir e

pedir transferência para a crônica policial. É preciso ter estômago. Você tem

estômago?
Sandra/Lúbia: Tenho.
Editora/Rafaela: (Grita) Dalva!
Dalva/Juliana: (Ela aproximou-se da mesa com a cara de quem já viu tudo na vida
e gostou de muito pouco. a cara de quem já viu tudo na vida

e gostou de muito pouco.)
Editora/Rafaela: Você já pegou o Rubia?
Dalva/Juliana: Estou indo agora.
Editora/Rafaela: Leve ela!
Dalva/Juliana: (olhou para Sandra como se tivesse acabado de tira-la do nariz. Voltou
a olhar para a editora.
) Não sei, chefe. O Rubia...
 Editora/Rafaela: Quero ver do que ela é feita.
(Rafaela sai de cena)
Dalva/Juliana: Está bem. (Antes de saírem, Dalva perguntou para Sandra:) Que equipamento você usa?
Sandra/Lúbia: mostrou o que tinha dentro da bolsa. Dalva/Juliana mostrou
o seu.
Dalva/Juliana: Certo. Vamos sincronizar gravadores. Testando. Um, dois, três...
As duas aproximaram-se da porta do apartamento de Rubia. Antes de bater na

porta, a veterana avisou:
(De dentro do apartamento veio uma voz assustada.)
Sandra/Lúbia: Quem é? Abra!
(A porta entreabriu-se. Rubia espiou para fora. Dalva/Juliana empurrou a porta ao
mesmo tempo que tirava o gravador da bolsa. Sandra/Lúbia a seguiu para dentro do

apartamento. Rubia
recuou.
)
Rubia/Rafaela: Isto é invasão de privacidade! (gritou.)
Sandra/Lúbia: Quieta! Prepare-se para falar, Rubia. E lembre-se: tudo que você disser pode
ser usado na edição de domingo.
Rubia/Rafaela: Não vou dizer nada.
(Dalva/Juliana só observando)
Sandra/Lúbia:  (Forçou-a a sentar. O gravador já estava a milímetros da sua boca.)
Ah, Vai dizer tudo. Creme de pele!
Rubia/Rafaela: Ahn... Givenchy!
Sandra/Lúbia: Calça ou Saia?

Rubia/Rafaela: Calça
Sandra/Lúbia: De que loja?

Rubia/Rafaela: Não tenho uma loja favorita.

Sandra/Lúbia: Pense melhor, Rudi.

Rubia/Rafaela: Está bem. A "Papoulas".

Sandra/Lúbia: Sua cor favorita?
Rubia/Rafaela: Rosa. Não! Roxo!

Sandra/Lúbia: Vamos, Rubia. É Rosa ou roxo?
Rubia/Rafaela: Roxo, Roxo!
Sandra/Lúbia: Quem você levaria para uma ilha deserta?
Rubia/Rafaela: Não sei. Me deixem pensar.
Sandra/Lúbia: "Pensar'", Rubia? "Pensar"?! Você acha que está respondenda para o
suplemento cultural? Vamos, quem você levaria para uma ilha deserta?

Rubia/Rafaela: O meu pai. Não. O caio Castro
Sandra/Lúbia: Qual deles?
Rubia/Rafaela: Não pode ser os dois?
Sandra/Lúbia: Você sabe que não, Rubia. Estamos perdendo tempo. Quem?
Rubia/Rafaela: O Caio Castro!
(Dalva grita; Vai obcervando Sandrinha)
Sandra/Lúbia: Pasta de dente.
Rubia/Rafaela: Colgate
Agora Dalva/Juliana também tinha seu microfone perto da boca de Rubia/Rafaela.

Rubia/Rafaela começou a soluçar. Ás duas se olharam. Sandra/Lúbia permitiu-se um sorriso.

Dalva/Juliana: Você é boa, novata. Acho que vai se dar bem neste trabalho...

Sandra/Juliana: Obrigada.

Mas Sandra não tinha terminado.

Sandra/Lúbia: Não pense que acabou ainda, Rubia. Sabonete!



domingo, 5 de junho de 2011



(Entra Yara e Rodrigo)
Yara/Carla: Você não deveria ter deixado a Duda ir, Eurico! Parece que não pensa, onde será que anda essa menina?

Rodrigo/Eurico: Calma mulher! A culpa não foi só minha, eu disse que ela não podia viver na Europa sozinha, ela não levantava nem a própria roupa do chão!

Yara/Carla: E o francês? Não sabia falar direito nem uma palavra se quer!

Rodrigo/Eurico: Ai meu Deus, onde será que ela se meteu? A deixamos no aeroporto, com uma mochila nas costas. Mas ela quis, agora que arque com as consequências!

(Saem Yara e Rodrigo, do outro lado entra Jeane)
(Passam-se dias, e eles continuam a espera de notícias de Duda. Duda do outro lado limpa a casa, e tenta fazer café. Como não sabe, desiste, e liga pra pedir ajuda à mãe. O telefone toca no Brasil, e Eurico atende.)

(Entra Yara e Rodrigo)
Rodrigo/ Eurico: A essa hora da madrugada? Diga quem é Carla?!

Yara/Carla: Calma, é ligação a cobrar...

Jeane/Duda: Alô? Mãe?

Rodrigo/Eurico: Quem é?

Yara/ Carla: Minha filha?!

Jeane/Duda: Não posso falar muito, mãe. Como que se faz café?

Rodrigo/Eurico: Onde ela tá? Ela tá bem?

Yara/Carla: Quê?

Jeane/Duda: Como que faz café, diz rápido!

Yara/Carla: Com água, pó de café, com... Mas minha filha, onde é que você está?

Rodrigo/Eurico: O que? Me responde mulher! Manda ela voltar pra casa, agora! Se não, vou buscá-la!

Jeane/Duda: Estou trabalhando de "au pair" num apartamento. Ih, não posso falar mais mãe, me desculpa. Eles estão chegando. Depois eu te ligo, ta? Valeu, tchau!

(Jeane sai de cena)

Rodrigo/Eurico: Eai? Diz!

Yara/Carla: Ela desligou...

Rodrigo/Eurico: Como assim? Você é uma besta mesmo! Onde ela está, ela disse?

Yara/Carla: Ela disse alguma coisa sobre “óper”...
Rodrigo/Eurico: Nossa Carla! Deve ser ópera, demente! O francês dela não melhorou...

(Yara e Rodrigo ficam se movimentando, entrando e saindo, enquanto Jeane realiza trabalhos domésticos.)

(Passam-se novamente vários dias, até outra notícia de Duda chegar, novamente por telefonema, e de madrugada.)

Jeane/Duda: Mãe, alô? É o seguinte, como se troca fralda de criança?

Yara/ Carla: Minha filha, você ta grávida?

Jeane/Duda: Aham, e eu vou trocar a fralda dele dentro da minha barriga! Nossa Senhora. Agora me diz rápido mãe! A criança tá borrada e chorando aqui! Fica queta!

Rodrigo/Eurico: Tadinha da criança... Vê se diz pra ela voltar pra casa dessa vez!

Yara/Carla: Desligou novamente.

Rodrigo/Eurico: Arrghh!

(Yara e Rodrigo saem)
(Eles voltam a dormir, até que o telefone toca novamente.)
(Jeane entra em cena, telefone toca, e Rodrigo e Yara também)

Jeane/Duda: Oi mãe, agora posso falar... Meus patrões sairam, o cagão tá dormindo. Sou "au pair" mãe, empregada, faz-tudo. A princípio tive alguma dificuldade com os aparelhos, como o aspirador, que precisa ser ligado na tomada... Sabia? Os patrões me adoram. E eu prometi que na semana seguinte prepararia uma autêntica feijoada brasileira para eles e alguns amigos.

Yara/Carla: Ai, assim fico mais tranqüila... Mas, você sabe fazer feijoada?

Jeane/Duda: Era isso o que eu queria falar com você mãe, pra começar, como se faz arroz?

(Elas fingem falar, enquanto o narrador diz, e depois voltam a conversa)
(Ela explica, e Duda promete ligar no dia seguinte da feijoada.)

Yara/Carla: Eai, como foi?

Jeane/ Duda: Formidable! Um sucesso. Para o próximo jantar, vou preparar aquela sua moqueca.

Yara/Carla: Pegue o peixe...

Rodrigo/Eurico: Ai meu Deus...

(A mãe anda conflita pelo cenário enquanto o narrador fala)
(A moqueca também foi um sucesso! O tempo passou, e Duda dessa vez queria saber como se fazia o suflê de chuchu, e a mãe ficou preocupada novamente, por isso a mãe decidiu dar à filha a receita errada, a receita de um fracasso. Ela estava medo de que a filha nunca mais voltasse, que a Duda se consagrasse como a melhor opér da Europa e não voltasse nunca mais. Todo o destino num suflê. A mãe deu a receita errada. Mas com o coração apertado. Passaram-se dias, semanas, sem uma notícia da Duda. A mãe imaginando o pior, por exemplo, casais intoxicados, jantar em Paris acaba no hospital. Ou imaginando a chegada de Duda em casa, desiludida com sua aventura parisiense, pronta para tentar outra vez o vestibular. O que veio foi outro telefonema da Duda, um mês depois. Apressada de novo e no fundo, o som de bongôs e maracas.)

(Jeane entra novamente, e o telefone toca)

Jeane/Duda: Mãe, pergunta pro pai como é a letra de Cubanacã!

Yara/Carla: Minha filha...

Jeane/Duda: Pergunta, é do tempo dele. Rápido que eu preciso pro meu número musical.

Yara/Carla: Eurico, como é a letra de Cubanacã?

Rodrigo/Eurico: Arrá! Ela sempre fez pouco caso do meu gosto musical e agora precisa dele!

Jeane/Duda: Manda ele dizer, rápido! Que lerdeza...

Yara/Carla: Ai Deus, Eurico?

Rodrigo/Eurico: MANDA ESSA MENINA VOLTAR PRA CASA, AGORA!



Relatório Final - Sufle de Chuchu 





























 Nós gostamos muito de apresentar esse trabalho. Mesmo com alguns problemas nós tivemos um bom desenvolvimento e um ótimo rendimento. No dia da apresentação do teatro, ficamos um pouco nervosos, mas conseguimos cumprir nossas metas. Tiramos nota 4.0 e nos orgulhamos disso!


quarta-feira, 1 de junho de 2011

Bobagem

Peça(conto):Bobagem

Alunos:Paula Francisca(1° amigo),(Verinha) e Mônica(2° amigo)

Tema:Dois amigos que não seviam a muitos anos porque estavam brigados e nem se lembravam do porquê.Pensaram que deveria ser bobagem.Conversaram,beberam,marcaram um outro encontro,mas um deles não compareceu porquê havia se lembrado da bobagem que os fez brigar.

Narrador: 1ª pessoa do plural

Falas: informais

Caracterização dos personagens: roupas masculinas e femininas(roupas sociais)
                                                                        




                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                

Siglas (Luiz Fernado Veríssimo).

      
                                                   


 




- Bota aí: "P"
- “P”
- De "Partido".
- Ah.
- Nossa proposta qual é? De união, certo? Acho que a palavra "União" deve
constar do nome.
- Certo. Partido de União...
- Mobilizadora!
- Boa! Dá a idéia de ação, de congraçamento dinâmico. Partido da União
Mobilizadora. Como é que fica a sigla?
- PUM.
- Não sei não...
- É. Vamos tentar outro. Deixa ver. "P"...
- "P" é tranqüilo.
- Acho que "Social" tem que constar.
- Claro. Partido Social...
- Trabalhista?
- Fica PST Não dá.
- É. Iam acabar nos chamando de "Ei, você".
- E mesmo "trabalhista', não sei. Alguém aqui é trabalhista?
- Isso é o de menos. Vamos ver. "P"...
- Quem sabe a gente esquece o "P"?
- É. O "P" atrapalha. Bota "A", de Aliança. Aliança Inovadora...
- AI.
- Que foi?
- Não. A sigla. Fica AI.
- Espera. Eu ainda não terminei. Aliança Inovadora... de Arregimentação
Institucional.
- AIAI... Sei não.
- É. Pode ser mal interpretado.
- Vanguarda Conservadora?
- Você enlouqueceu? Fica VC.
- Aliança Republicana de Renovação do Estado.
- ARRE!
- O quê?
- Calma.
- Espera aí pessoal. Quem sabe a gente define a posição ideológica do partido
antes de pensar na sigla? Qual é, exatamente, a nossa posição?- Bom, eu diria que estamos entre a centro-esquerda e a centro-direita.
- Então é no centro.
- Também não vamos ser radicais...
- Nós somos a favor da reforma agrária?
- Somos, desde que não toquem na terra.
- Aceitaremos qualquer coalizão partidária para impedir a propagação do
comunismo no Brasil.
- Inclusive com o PCB e o PC do B?
- Claro.
- Não devemos ter medo de acordos e alianças. Afinal, um partido faz pactos
políticos por uma razão mais alta.
- Exato. A de chegar ao poder e esquecer os pactos que fez.
- Partido Ecumênico Republicano Unido.
- PERU?
- Movimento Institucionalista Alerta e Unido.
- MIAU?!
- Que tal KIM? - O que significa?
- Nada, eu só acho o nome bonito.
- MUMU. Movimento Ufanista Mobilização e - MMM... Movimento
Moderador Monarquista.
- Mas nós somos republicanos.
- Eu sei. Mas por uma boa sigla a gente muda.
- TCHAU.
- Hum, boa. Trabalho e Capital em Harmonia com Amor e
União?
- Não, é tchau mesmo.
- Aonde é que você vai?
- Abrir uma dissidência.

 Nome do Grupo: Partido SD.




Alunos: Jhonatan, Marcos Romário, Edson.




Tema: Discussão Sobre a Sigla do Partido.


 


Nome Dos Personagens:Edson ( Povo ), Marcos Romário ( Editor ) Jhonatan ( Governador )





Fala Do Personagem: Informal





Tipo De Narrador: Foco Narrativo em 3ª Pessoa Observador.



 Ambiente: Sede do Partido.

 


Tempo: Narrativa dos Fatos do tempo (Presente).




Autor: Luiz Fernando Verissímo.