sábado, 11 de junho de 2011
Foto da reunião do grupo
Nessa reunião do grupo, nós fizemos a confecção do cenário, o ensaio do teatro, decidimos as roupas, o que cada um teria que levar, e como agiremos enquanto representaremos a cena. Definimos os acessórios, e aperfeiçoamos o diálogo. Logo mais postaremos mais fotos de ensaios durante a semana, e fotos das vestes, e dos cenários.
Peça: Suflê de Chuchu.
Grupo: Comédia
Integrantes: Jeane Rosa; Yara Duarte; Rodrigo Camargo.
terça-feira, 7 de junho de 2011
"Rápido"
Rápido
Acho que era o Marcel Marceau que tinha uma pantomima em que ele
representava a vida de um homem, do berço ao túmulo, em menos de um
minuto. Shakespeare, claro, tem seu famoso solilóquio sobre as idades do
homem que também e uma maravilha de sintetização poética. Nossas vidas,
afinal, comparadas com a idade do Universo, se desenrolam em poucos
segundos. Cabem numa página de diálogo.
- Quer dançar?
- Obrigada.
- Você vem aqui sempre?
- Venho.
- Vamos namorar firme?
- Bom... Você tem que falar com o papai...
- Já falei com seu pai. Agora é só marcar a data.
- 26 de julho?
- Certo.
- Não esqueça as alianças...
- Você me ama?
- Amo.
- Mesmo?
- Sim.
- Sim.
- Parece mentira. Estamos casados. Tudo está acontecendo tão rápido...
- Sabe o que foi que disse o noivo nervoso na noite de núpcias?
- O quê?
- Enfim, S.O.S.
- Você estava nervoso?
- Não. Foi bom?
- Mmmm. Sabe de uma coisa?
- O quê?
- Eu estou grávida.
- É um menino!
- A sua cara...
- Aonde é que você vai?
- Ele está chorando.
- Deixa... Vem cá.
- Meu bem...
- Hmm?
- Estou grávida de novo.
- É menina!
- O que é que você tem?
- Por quê?
- Parece distante, frio...
- Problemas no trabalho.
- Você tem outra!
- Que bobagem.
- É mesmo... Você me perdoa?
- Vem cá.
- Aqui não. Olha as crianças...
- O Júnior saiu com o carro. Ia pegar uma garota.
- Você já falou com ele sobre...
- Já. Ele sabe exatamente o que fazer.
- O quê? Você deu instruções?
- Na verdade ele já sabia melhor do que eu. Essa geração já nasce sabendo.
Só precisei mostrar como se usa o macaco.
- O quê?!
- Ah, você quer dizer... Pensei que fosse o carro. E a Beti?
- Parece que é sério.
- Ela e o analista de sistemas?
- É. Aliás...
- Estão vivendo juntos. Eu sabia!
- Ela está indo para o hospital.
- Já?!
- São gêmeos!
- Sabe que você até que é uma avó bacana?
- Quem diria...
- Vem cá.
- Olha as crianças.
- Que crianças?
- Os gêmeos. A Beti deixou eles dormindo aqui.
- Ai.
- Que foi?
- Uma pontada no peito.
- Você tem que se cuidar. Está na idade perigosa.
- Já?!
- Sabe que a Beti está grávida de novo?
- Devem ser gêmeos outra vez. O cara trabalha com o sistema binário.
- Esse conjunto do Júnior precisa ensaiar aqui em casa? Que inferno.
- E o nome do conjunto? Terror e Êxtase.
- Vão acordar os gêmeos.
- Ai.
- Outra pontada?
- Deixa pra lá. Olha, essa música até que eu gosto. Não é rock-balada?
- Não. Eles estão afinando os instrumentos.
- Quer dançar?
- Não! Você sabe o que aconteceu da última vez.
Maicon
Caroline
Paula Fernanda
Acho que era o Marcel Marceau que tinha uma pantomima em que ele
representava a vida de um homem, do berço ao túmulo, em menos de um
minuto. Shakespeare, claro, tem seu famoso solilóquio sobre as idades do
homem que também e uma maravilha de sintetização poética. Nossas vidas,
afinal, comparadas com a idade do Universo, se desenrolam em poucos
segundos. Cabem numa página de diálogo.
- Quer dançar?
- Obrigada.
- Você vem aqui sempre?
- Venho.
- Vamos namorar firme?
- Bom... Você tem que falar com o papai...
- Já falei com seu pai. Agora é só marcar a data.
- 26 de julho?
- Certo.
- Não esqueça as alianças...
- Você me ama?
- Amo.
- Mesmo?
- Sim.
- Sim.
- Parece mentira. Estamos casados. Tudo está acontecendo tão rápido...
- Sabe o que foi que disse o noivo nervoso na noite de núpcias?
- O quê?
- Enfim, S.O.S.
- Você estava nervoso?
- Não. Foi bom?
- Mmmm. Sabe de uma coisa?
- O quê?
- Eu estou grávida.
- É um menino!
- A sua cara...
- Aonde é que você vai?
- Ele está chorando.
- Deixa... Vem cá.
- Meu bem...
- Hmm?
- Estou grávida de novo.
- É menina!
- O que é que você tem?
- Por quê?
- Parece distante, frio...
- Problemas no trabalho.
- Você tem outra!
- Que bobagem.
- É mesmo... Você me perdoa?
- Vem cá.
- Aqui não. Olha as crianças...
- O Júnior saiu com o carro. Ia pegar uma garota.
- Você já falou com ele sobre...
- Já. Ele sabe exatamente o que fazer.
- O quê? Você deu instruções?
- Na verdade ele já sabia melhor do que eu. Essa geração já nasce sabendo.
Só precisei mostrar como se usa o macaco.
- O quê?!
- Ah, você quer dizer... Pensei que fosse o carro. E a Beti?
- Parece que é sério.
- Ela e o analista de sistemas?
- É. Aliás...
- Estão vivendo juntos. Eu sabia!
- Ela está indo para o hospital.
- Já?!
- São gêmeos!
- Sabe que você até que é uma avó bacana?
- Quem diria...
- Vem cá.
- Olha as crianças.
- Que crianças?
- Os gêmeos. A Beti deixou eles dormindo aqui.
- Ai.
- Que foi?
- Uma pontada no peito.
- Você tem que se cuidar. Está na idade perigosa.
- Já?!
- Sabe que a Beti está grávida de novo?
- Devem ser gêmeos outra vez. O cara trabalha com o sistema binário.
- Esse conjunto do Júnior precisa ensaiar aqui em casa? Que inferno.
- E o nome do conjunto? Terror e Êxtase.
- Vão acordar os gêmeos.
- Ai.
- Outra pontada?
- Deixa pra lá. Olha, essa música até que eu gosto. Não é rock-balada?
- Não. Eles estão afinando os instrumentos.
- Quer dançar?
- Não! Você sabe o que aconteceu da última vez.
Maicon
Caroline
Paula Fernanda
Dramatização(Siglas:Luiz fernado verrisimo).
Dramatização(Siglas:Luiz fernado verrisimo).
Marcos romário( editor) - Bota aí: "P"
Jhonatan( governador) - “P”
Marcos romário(editor) - De "Partido".
Jhonatan(governador)- Ah.
Marcos romário(editor) - Nossa proposta qual é? De união, certo?jhonatan(governador) Acho que a palavra "União" deve
constar do nome.
Marcos romário(editor)- Certo. Partido de União...
- Mobilizadora!
Jhonatan(governador)- Boa!marcos romário(editor) Dá a idéia de ação, de congraçamento dinâmico. Partido da União
Mobilizadora.marcos romário(editor)Como é que fica a sigla?
- PUM.
Jhonatan(governador)- Não sei não...
- É. Vamos tentar outro.marcos romário(editor) Deixa ver. "P"...
Jhonatan(governador)- "P" é tranqüilo.
Marcos romário(editor)- Acho que "Social" tem que constar.
- Claro. Partido Social...
- Trabalhista?
Jhonatan(governador)- Fica PST Não dá.
Marcos romário(editor)- É. Iam acabar nos chamando de "Ei, você".
- E mesmo "trabalhista', não sei. Alguém aqui é trabalhista?
Edson(povo)- Isso é o de menos. Vamos ver. "P"...
- Quem sabe a gente esquece o "P"?
Jhonatan(governador)- É. Marcos romário(editor)O "P" atrapalha. Bota "A", de Aliança. Aliança Inovadora...
Edson(povo)- AI.
Marcos romário(editor)- Que foi?
Edson(povo)- Não. A sigla. Fica AI.
Marcos romário(editor)- Espera. Eu ainda não terminei. Aliança Inovadora... de Arregimentação Institucional.
Edson(editor)- AIAI... Sei não.
- É. Pode ser mal interpretado.
Marcos romário(editor)- Vanguarda Conservadora?
Edson(povo)- Você enlouqueceu? Fica VC.
- Aliança Republicana de Renovação do Estado.
Marcos romário(editor)- ARRE!
Edson(povo)- O quê?
Marcos romário(editor)- Calma.
- Espera aí pessoal. Quem sabe a gente define a posição ideológica do partido
antes de pensar na sigla?jhonatan(governador) Qual é, exatamente, a nossa posição?marcos romário(editor)- Bom, eu diria que estamos entre a centro-esquerda e a centro-direita.
Jhonatan(governador)- Então é no centro.
Marcos romário(editor)- Também não vamos ser radicais...
- Nós somos a favor da reforma agrária?
Edson(povo)- Somos, desde que não toquem na terra.
- Aceitaremos qualquer coalizão partidária para impedir a propagação do
comunismo no Brasil.
- Inclusive com o PCB e o PC do B?
Marcos romário(editor)- Claro.
Edson(povo)- Não devemos ter medo de acordos e alianças. Afinal, um partido faz pactos
políticos por uma razão mais alta.
Marcos romário(editor)- Exato. A de chegar ao poder e esquecer os pactos que fez.
- Partido Ecumênico Republicano Unido.
- PERU?
- Movimento Institucionalista Alerta e Unido.
Edson(povo)- MIAU?!
Jhonatan(governador)- Que tal KIM? - O que significa?
Edson(povo)- Nada, eu só acho o nome bonito.
- MUMU. Movimento Ufanista Mobilização e. marcos romário(editor) - MMM... Movimento Moderador Monarquista.
Edson(povo)- Mas nós somos republicanos.
Marcos romàrio(editor)- Eu sei. Mas por uma boa sigla a gente muda.
- TCHAU.
Jhonatan(governador)- Hum, boa. Trabalho e Capital em Harmonia com Amor e
União?
Marcos romário(editor)- Não, é tchau mesmo.
Jhonatan(governador)- Aonde é que você vai?
Marcos romário(editor)- Abrir uma dissidência.
Fim!
Nome Dos Personagens:Edson ( Povo ), Marcos Romário ( Editor ) Jhonatan ( Governador ).
Pode Acontecer part 2º
Pode Acontecer
(Editor/John)Pode acontecer o seguinte. As revelações sobre o envolvimento de figuras do
governo passado em crimes e escândalos chegam a ponto crítico. Civis e
militares de graduação inimaginável vêem-se na iminência não de ir para a
cadeia, o que contraria os hábitos brasileiros, mas de serem expostos como
corruptos, torturadores, etc. O que, sei lá, seria chato. Os protestos contra
"revanchismo" não adiantam. É preciso agir para deter a torrente de
denúncias que ameaça destruir, na sua fúria persecutória, tudo o que o regime
passado deixou de bom. Como, por exemplo, o, a... hm. Bem, é preciso agir.
O golpe é decidido num telefonema no meio da noite. Falam em código.
- (Mão na butija/Wendel)Alô, Mão em Cumbuca? Boca na Botija.
-(Mão na cumbuca/Anderson)Fala, Boca.
- (Mão na cumbuca/Anderson)Tudo certo para amanhã?
- (Mão na butija/Wendel)Tudo
- (Mão na cumbuca/Anderson)Tem certeza?
-(Mão na butija/Wendel)Tenho. (John)Houve resistência, mas o argumento de que até o Antônio Carlos(Editor/John)está nas mãos dos comunistas foi decisivo. A maioria aderiu.
-(Mão na cumbuca/Anderson)Quer dizer que...
- (Mão na cumbuca/Anderson)Lá vamos nós outra vez.
- (Mão na butija/Wendel)Será que não há mesmo outro jeito?(Mão na cumbuca/Anderson)Bem, se você quer ver nos jornais a história de como você roubava material
do seu gabinete para vender...
- (Mão na cumbuca/Anderson)Ssssh!
- (Mão na butija/Wendel)Nunca entendi. Você não se contentava com seu salário de 5 mil reais
- (Mão na cumbuca/Anderson)Sssshh!
- (Mão na butija/Wendel)Tinha que vender os clipes de papel?!
- (Mão na cumbuca/Anderson)E você? E você?
- (Mão na butija/Wendel)O que que tem eu?
- (Mão na butija/Wendel)o cabaré no porão do Juvenal
- (Mão na butija/Wendel)Ssshhh!
- (Mão na cumbuca/Anderson)Bom, agora não adianta ficar lamentando. O importante é que ninguém
descubra. Como está no plano?
- (Mão na cumbuca/Anderson)Não pode falhar. Cercaremos o Congresso. Os congressistas se renderão.
Usando os congressistas como reféns, exigiremos a capitulação do governo e
das forças Juvenal akele credino.
- (Mão na butija/Wendel)Uma vez no poder, censuraremos a imprensa. De novo.
- (Mão na cumbuca/Anderson)Exato.
- (Mão na butija/Wendel)Boa sorte, Mão!
- (Mão na cumbuca/Anderson)Certo, Boca.
(Editor/John)No dia seguinte.
- (Mão na butija/Wendel)Alô, Mão em Cumbuca?
- Não tem ninguém aqui com esse codinome.
- Já vi que não deu certo seu plano de fuga.
- (Mão na cumbuca/Anderson)É.
-(Mão na cumbuca/Anderson)O que houve?
- (Mão na butija/Wendel)tacamos o Congresso. Fomos direto ao cerne da democracia. Cercamos o
prédio. Entramos para render os congressistas.
- (Mão na cumbuca/Anderson) E?
- (Mão na butija/Wendel)E não encontramos ninguém!
- (Mão na cumbuca/Anderson) O que?!
- (Mão na butija/Wendel)Bom, para não dizer que não tinha ninguém, tinha uma taquígrafa.
Pensamos em usá-la como refém mas acabamos desistindo.
- (Mão na cumbuca/Anderson)Assim não dá!
- (Mão na butija/Wendel)É. É impossível golpear as instituições se elas não estão onde deviam estar!
- (Mão na butija/Wendel)O que vamos fazer agora, Mão?
- (Mão na cumbuca/Anderson)Eu se fosse você dava o fora do país, Boca.
- (Mão na butija/Wendel)E de onde você pensa que eu estou falando, Mão?
-------------------------------------------------
Roteiro.
(Wendel/Mão na butija) liga o telefone e liga para para (Anderson/Mão na cumbuca).
(Anderson/Mão na cumbuca) Atende e fala sobre o plano contra o congresso.
(Wendel/Mão na butija) e ele fala exato estou trabalhando com isso.
(Anderson/Mão na cumbuca) tem certeza.
(Wendel/Mão na butija) sim cercaremos o congresso e ele se renderam.
(Anderson/Mão na cumbuca) ok ate Mão na butija
(Wendel/Mão na butija) ate Mão na cumbuca..
No dia seguinte
(Wendel/Mão na butija) liga o telefone dinovo falando so bre o plano que não deu certo..
(Anderson/Mão na cumbuca) Atende e fala que seria impossível o que aconteceu.
(Wendel/Mão na butija) fala que não os congressistas não e estava La no congresso.
(Anderson/Mão na cumbuca) fala se eu fosse vc dava o fora do pais.
(Wendel/Mão na butija) fala e de onde vc pensa que eu esto falando agora mão na cumbuca.
Fim..
---------------------------------------------------------------
Foto do grupo Decorando as Falas.
Pode acontecer o seguinte. As revelações sobre o envolvimento de figuras do
governo passado em crimes e escândalos chegam a ponto crítico. Civis e
militares de graduação inimaginável vêem-se na iminência não de ir para a
cadeia, o que contraria os hábitos brasileiros, mas de serem expostos como
corruptos, torturadores, etc. O que, sei lá, seria chato. Os protestos contra
"revanchismo" não adiantam. É preciso agir para deter a torrente de
denúncias que ameaça destruir, na sua fúria persecutória, tudo o que o regime
passado deixou de bom. Como, por exemplo, o, a... hm. Bem, é preciso agir.
O golpe é decidido num telefonema no meio da noite. Falam em código.
- Alô, Mão em Cumbuca? Boca na Botija.
- Fala, Boca.
- Tudo certo para amanhã?
- Tudo
- Tem certeza?
- Tenho. Houve resistência, mas o argumento de que até o Antônio Carlos
está nas mãos dos comunistas foi decisivo. A maioria aderiu.
- Quer dizer que...
- Lá vamos nós outra vez.
- Será que não há mesmo outro jeito?
- Bem, se você quer ver nos jornais a história de como você roubava material
do seu gabinete para vender...
- Ssssh!
- Nunca entendi. Você não se contentava com seu salário de...
- Sssshh!
- Tinha que vender os clipes de papel?!
- E você? E você?
- O que que tem eu?
- E o cabaré no porão do
- Ssshhh!
- Bom, agora não adianta ficar lamentando. O importante é que ninguém
descubra. Como está o plano?
- Não pode falhar. Cercaremos o Congresso. Os congressistas se renderão.
Usando os congressistas como reféns, exigiremos a capitulação do governo e
das forças leais a Sarney.
- Uma vez no poder, censuraremos a imprensa. De novo.
- Exato.
- Boa sorte, Mão!
- Certo, Boca.
No dia seguinte.
- Alô, Mão em Cumbuca?
- Não tem ninguém aqui com esse codinome.
- Já vi que não deu certo...
- É.
- O que houve?
- Atacamos o Congresso. Fomos direto ao cerne da democracia. Cercamos o
prédio. Entramos para render os congressistas.
- E?
- E não encontramos ninguém!
- O quê?!
- Bom, para não dizer que não tinha ninguém, tinha uma taquígrafa.
Pensamos em usá-la como refém mas acabamos desistindo.
- Assim não dá!
- É. É impossível golpear as instituições se elas não estão onde deviam estar!
- O que vamos fazer agora, Mão?
- Eu se fosse você dava o fora do país, Boca.
- E de onde você pensa que eu estou falando, Mão?
governo passado em crimes e escândalos chegam a ponto crítico. Civis e
militares de graduação inimaginável vêem-se na iminência não de ir para a
cadeia, o que contraria os hábitos brasileiros, mas de serem expostos como
corruptos, torturadores, etc. O que, sei lá, seria chato. Os protestos contra
"revanchismo" não adiantam. É preciso agir para deter a torrente de
denúncias que ameaça destruir, na sua fúria persecutória, tudo o que o regime
passado deixou de bom. Como, por exemplo, o, a... hm. Bem, é preciso agir.
O golpe é decidido num telefonema no meio da noite. Falam em código.
- Alô, Mão em Cumbuca? Boca na Botija.
- Fala, Boca.
- Tudo certo para amanhã?
- Tudo
- Tem certeza?
- Tenho. Houve resistência, mas o argumento de que até o Antônio Carlos
está nas mãos dos comunistas foi decisivo. A maioria aderiu.
- Quer dizer que...
- Lá vamos nós outra vez.
- Será que não há mesmo outro jeito?
- Bem, se você quer ver nos jornais a história de como você roubava material
do seu gabinete para vender...
- Ssssh!
- Nunca entendi. Você não se contentava com seu salário de...
- Sssshh!
- Tinha que vender os clipes de papel?!
- E você? E você?
- O que que tem eu?
- E o cabaré no porão do
- Ssshhh!
- Bom, agora não adianta ficar lamentando. O importante é que ninguém
descubra. Como está o plano?
- Não pode falhar. Cercaremos o Congresso. Os congressistas se renderão.
Usando os congressistas como reféns, exigiremos a capitulação do governo e
das forças leais a Sarney.
- Uma vez no poder, censuraremos a imprensa. De novo.
- Exato.
- Boa sorte, Mão!
- Certo, Boca.
No dia seguinte.
- Alô, Mão em Cumbuca?
- Não tem ninguém aqui com esse codinome.
- Já vi que não deu certo...
- É.
- O que houve?
- Atacamos o Congresso. Fomos direto ao cerne da democracia. Cercamos o
prédio. Entramos para render os congressistas.
- E?
- E não encontramos ninguém!
- O quê?!
- Bom, para não dizer que não tinha ninguém, tinha uma taquígrafa.
Pensamos em usá-la como refém mas acabamos desistindo.
- Assim não dá!
- É. É impossível golpear as instituições se elas não estão onde deviam estar!
- O que vamos fazer agora, Mão?
- Eu se fosse você dava o fora do país, Boca.
- E de onde você pensa que eu estou falando, Mão?
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Relatório Final
Com esse trabalho aprendemos o como e bom fazer um teatro aonde os alunos que fazem parte desse grupo teatral possa ver o nosso trabalho. com esforço conseguimos alcançar o que foi pedido pela professora em nosso blog. Nosso grupo chegamos a conclusão que nesse trabalho feito no blog na escola e na parte da apresentação foi muito interessante porque nos dedicamos e focamos nesse trabalho para que nos saísse bem e tirar a nota máxima.Achamos muito interessante o trabalho que venha repetir mais e mais vezes quando puder.
Nome do grupo: John Cleber, Anderson Dinuci e Wendel Soares.
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